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Gisele Bündchen vira blogueira de moda

Gisele Bündchen vai virar blogueira de moda por cinco dias. A partir de quinta-feira, 18 de agosto, dia do lançamento da coleção de Gisele para a C&A, a modelo dará dicas de moda no site Com Que Look Eu Vou, que pertence à rede de fast fashion. A top também lançará um desafio e os internautas que tiverem as melhores respostas vão ganhar um cartão presente da C&A no valor de 100 reais.

Esta será a segunda coleção de Gisele em colaboração com a C&A. As peças estarão nas lojas a partir do dia 18 de agosto.

Fonte: modaspot.com

Brasileiras querem calcinhas cada vez menores, mas confortáveis
Pesquisa mostra que conforto e praticidade são o que mais importa.
Apelo sexual desponta como terceiro item; veja a evolução do acessório

Considerada peça essencial no guarda-roupa das mulheres, a calcinha tem ficado cada vez menor. Mas se engana quem acha que só o tamanho importa. Uma pesquisa recente feita pelo Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) mostra que as brasileiras não abrem mão do conforto e da praticidade, os dois itens mais importantes, segundo elas, na hora de escolher o acessório.

O apelo sexual, no entanto, já desponta como o terceiro item mais relevante quando se decide comprar a lingerie. De olho nesta tendência, marcas tradicionais resolveram apostar nos modelos mais provocantes e nos chamados fios dentais, que já não são mais exclusividade dos sex shops. Neste mês, uma empresa promete lançar no mercado uma das menores calcinhas já vistas por aqui.

Para mostrar a evolução da peça ao longo dos anos, o G1 convidou a rainha da bateria da Gaviões da Fiel, Tatiane Minerato. Ela foi até o Brechó Minha Avó Tinha, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo, e experimentou de tudo: desde um modelo da virada do século 19 para o 20, chamado de pantalon, até o famoso fio dental atual.

Pesquisa sobre o consumidor de moda íntima do IEMI, feita com 1.100 pessoas em vários estados, mostra que o item conforto (39,6%) lidera a motivação da escolha da lingerie, seguido pela praticidade (15,2%). Esses dois itens também são apontados pelas consumidoras na hora de adquirir outras peças do vestuário.

Porém, o que chama atenção no levantamento é que na hora da compra uma em cada cinco consumidoras leva em consideração o apelo sexual/ provocante (13,2%) ou romântico (5,9%) das peças íntimas. “Com relação às lingeries, as mulheres se sentem mais confortáveis para ousar, pois o produto as permite mostrar aquilo que elas acham que devem. Isso é significativo e está dentro do esperado para a categoria [lingerie]”, afirma o diretor do IEMI, Marcelo Villin Prado.

Corpo em cima
As mulheres têm reforçado o cuidado com o corpo e praticado mais esporte e, por isso, se sentem mais à vontade para recorrer aos modelos menores, segundo Miti Shitara, professora de História da Moda da Faculdade Santa Marcelina. E não é só o fio dental que mostra ousadia. “Mesmo as calcinhas brasileiras de tamanho médio são ousadas. O corpo da brasileira também ajuda a ser sensual”, diz a professora.

Para Miti, a importância que a brasileira tem dado a modelos delicados e que utilizem rendas e estampas delicadas, por exemplo, é vista por professora como um “certo retorno ao romantismo”. “A mulher hoje já conquistou o espaço desejado no mercado de trabalho e recuperou a vontade de seduzir. O jogo da sedução está mais acelerado, mas eu vejo uma tendência a um romantismo maior, o que fica evidente no resgate de algumas peças com rendas e do corpete”, observa.

Embora a calcinha campeã de vendas da Duloren seja modelo biquíni, menos cavada no bumbum que a tanga ou um fio dental, a empresa aposta no charme da brasileira e vai lançar a menor calcinha de sua linha a pedido das consumidoras. De acordo com a diretora de marketing e Estilo da Duloren, Denise Areal, as consumidoras queriam um modelo menor que não marcasse em nada na roupa e fosse confortável, sem abrir mão do componente sexy. O novo fio dental, feito com lycra importada, deve chegar às prateleiras de todo o país ainda neste mês.

Conforto
Os fabricantes asseguram que avanços tecnológicos permitem a criação de modelos bastante confortáveis. “Não é porque uma peça é sensual que a gente vai ignorar o conforto. Para confeccioná-las, utilizamos materiais leves e macios. Também fazemos vários fios dentais com tecido dobrado, o que dispensa os elásticos. Quando os utilizamos, optamos por elásticos que não sejam ásperos ou rígidos”, diz a estilista da DeMillus.

Em um país com biótipos tão distintos, porém, é preciso atenção ao tamanho e modelo adequado ao corpo. A estilista da DeMillus afirma que uma leitura da etiqueta ou a consulta com uma vendedora pode ajudar. “A brasileira tem uma certa dificuldade em analisar o tamanho correto. Também é preciso ficar atenta às alterações no peso. Não é porque se trata de uma peça elástica que vai servir sempre.”

A atual tendência a utilizar tamanhos pequenos nem de longe lembra as origens da calcinha, que “nasceu para ser símbolo de recato”, segundo Rosemary Hawthorne.

Desaparecimento da calcinha
A tendência à redução do tamanho da calcinha sinaliza, então, que a peça tão importante do vestuário feminino caminha para o desaparecimento? A professora Miti Shitara descarta essa possibilidade. “Essa história de andar sem calcinha não pega. É totalmente desconfortável e anti-higiênico. Além disso, o corpo desnudo é insípido. Precisamos sempre de algum acessório para torná-lo sensual, mesmo que ele seja pequeno ou transparente.”

FONTE: G1 – globo.com

Linha do tempo da calcinha

Belle Époque – A calcinha passou a integrar o guarda-roupa feminino após a Revolução Francesa, quando uma simplificação no vestuário passou a exigir das damas um cuidado maior com as roupas de baixo. De lá para cá, as mudanças foram muitas. O primeiro modelo, chamado pantalon ou calção, em geral, chegava abaixo dos joelhos. Segundo a especialista Rosemary Hawthorne, a austeridade marcou as roupas de baixo até meados do século 19. “Nenhuma mulher iria querer chamar a atenção para aquilo que as peças íntimas embrulhavam”, relata em seu livro.

Década 20 – As mudanças ocorridas durante a guerra (1914-1918) marcaram o nascimento da verdadeira mulher “moderna”, segundo Rosemary Hawthorne. As roupas se tornaram muito mais fáceis de vestir e o uso do espartilho foi deixado de lado. As saias se tornam mais curtas e as moças passaram a mostrar as pernas. Por isso, a calcinha sofre uma primeira redução no tamanho e chega até o joelho. Elas também passam a incorporar babados, rendas, aplicações de fitinhas e florzinhas, sinal de que a mulher começa a mostrar a lingerie para o marido.

Décadas de 30 e 40 – O tamanho da calcinha se reduz ainda mais. “A calcinha contorna levemente a curva da perna. Elas eram feitas à base de algodão, linho e as mulheres mais refinadas usavam seda”, diz a professora Shitara. A calcinha tem a cintura no lugar, o que atualmente se convencionou chamar cintura alta. O acabamento que era feito com cós e botões ganha um novo aliado: o elástico. Flexível e resistente à fervura, o uso do elástico se popularizou após 1925. As meias de nylon se tornam populares e passam a integrar o guarda-roupa feminino.

Década de 50 – Nessa época, tecidos à base de nylon se popularizam. Após o elástico, é a vez do zíper compor os figurinos. “A lingerie da época tinha calcinha de renda e cinta-liga. Fecho Éclair se populariza. É a busca da feminilidade a todo custo”, afirma Franz Ambrósio.

Década de 60 – Resistentes à máquina de lavar, o uso dos tecidos à base de nylon e poliéster se popularizam. A moda pedia trajes femininos cada vez mais curtos. A cintura baixa, que caracteriza a moda surgida em Saint Tropez, na badalada Côte D´Azur francesa, começa a ganhar adeptos. A professora Miti Shitara identifica duas tendências: “Uma parte prefere lingeries feitas com tecido e malha. De outro lado, estavam aqueles que estavam sintonizados com a “Era Espacial” e optam por tecidos sintéticos, que também eram mais baratos”, disse.

Década de 70 – As calcinhas multicoloridas passam a integrar o guarda-roupa feminino. A cintura nessa época é baixa e as tanguinhas se popularizam. “O uso de anticoncepcional permite à mulher separar a maternidade do desejo. Ela fica mais à vontade para exibir seu corpo. Surgem modelos mais ousados, às vezes, mais depravados”, afirma Miti Shitara. A partir dessa década, os modelos das calcinhas passam a seguir a moda dos biquínis. A influência do movimento hippie se reflete também na confecção de roupas íntimas.

Década de 80 – Entre o fim da década de 70 e início de 80, aparecem tangas supercavadas e com a lateral enroladinha. O modelo, conhecido como asa delta, vira uma verdadeira febre. “A a silhueta fica masculinizada. As ombreiras e tailleurs entram na moda. Mas, por baixo da sisudez aparente, as mulheres também se preocupam em utilizar peças lindas, repletas de babadinhos”, afirma Miti Shitara.

Anos 90 e 2000 – Desde a década de 90, a indústria o mix de modelos de lingerie adaptados às diferentes situações do dia a dia: para o trabalho, para a noite, para o conforto. “É um período de forte mestiçagem: diversos modelos de lingerie convivem pacificamente’, observa a professora. A moda são os seios fartos e os bumbuns proeminentes.

Fonte: G1 – globo.com

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