Site da Hope fora do ar

Após algumas reclamações em relação à campanha de marca Hope “hope ensina” com a top Gisele Bündchen, governo através da secretaria de políticas para mulheres, suspende campanha ocasionando a retirada do site da empresa do ar.

A motivação dada para a supensão da humorada campanha da Hope é a alegação de que a mesma promove o esterótipo da mulher como objeto sexual e apresenta conteúdo discriminatório contra as mulheres. A marca defende-se alegando que  campanha pretende mostrar a sensualidade da mulher brasileira, que é reconhecida mundialmente, como arma amenizadora na hora de dar uma má notícia. Para evitar a análise sob o viés da subserviência através da dependência financeira, utilizamos a modelo Gisele Bündchen, uma modelo bem sucedida financeiramente e profissionalmente.

Sob uma ótica mais generalista, é importante lembrar que quando motivos minimalistas viram notícias bombásticas comparadas aos graves problemas políticos e econômicos de um país como o Brasil, é comum que assuntos governamentais de magnitudes infinitamente maiores, estejam tentando ser encobertos.

Fonte: Sala52

Governo quer suspender comercial de lingerie com Gisele Bündchen

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República enviou nesta terça-feira (27) um ofício ao Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária (Conar) pedindo a suspensão de uma campanha da fabricante de roupas íntimas Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen.

Assista o vídeo aqui.

Os vídeos da campanha, chamada “Hope Ensina”, mostram a modelo contando ao marido que bateu seu carro e estourou o limite do cartão de crédito. Primeiro, Gisele revela os problemas vestida com roupa e, na sequência, apenas de lingerie. A propaganda diz que a primeira maneira é errada e, a segunda, a correta. E incentiva as brasileiras a usar seu charme.

“‘Hope ensina’ é a campanha da empresa que ‘ensina’ como a sensualidade pode deixar qualquer homem ‘derretido’. Nela, a modelo Gisele Bundchen estimula as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu ‘charme’ (exposição do corpo e insinuações) para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano”, diz nota divulgada pela SPM.

A secretaria afirma que sua ouvidoria recebeu seis reclamações de pessoas “indignadas” com a propaganda desde o dia 20, quando ela foi ao ar. Além do ofício ao Conar, a SPM também enviou documento ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, “manifestando repúdio à campanha.”

“A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas. Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal”, completa a nota da SPM.

O Conar, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que poderá dar uma resposta sobre o ofício da SPM somente no início da tarde.

Hope
Por meio de nota, a Hope disse que a propaganda teve o objetivo de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia e que, utilizando uma lingerie Hope, seu poder de convencimento seria ainda maior.

“Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher”, disse a nota.

Fonte: G1